por: Maria Cristina de Lucca
musicoterapeuta e psicoterapeuta junguiana

A astrologia considera o
trânsito de Plutão que rege Escorpião, como períodos de morte psicológica e
perdas. Esse arquétipo na psicologia não é diferente, Plutão/Hades representam
nossos ciclos de vida-morte-vida, onde crenças limitantes, pensamentos,
comportamentos, situações etc tem a possibilidade de morrer para que o novo
possa nascer.
São períodos que nos
sentimos na escuridão da alma. Nesses momentos não há muito o que fazer, exceto
olhar para dentro, enxergar nossos demônios interiores e voltar para o “cais de
porto”, ou seja a consciência, o racional, e transformar em luz.
“Quando
tá escuro e ninguém te ouve
Quando chega a noite e
você pode chorar
Há uma luz no túnel dos
desesperados
Há um cais de porto pra
quem precisa chegar...”
(Lanterna dos Afogados –
Paralamas do Sucesso)
Esse ciclo, no entanto,
não se completa sozinho, ele é um processo. Para não perdemos os frutos dessa
imersão em nossa escuridão pessoal, faz-se necessário que possamos olhar o que
gostaríamos de mudar, confessá-los a nós mesmos, para então esclarecer-nos a
esse respeito, educar em nós o que limita essa mudança, e finalmente entrarmos
na fase de transformação interior.
“...É
que o meu eu este tão desconhecido
Jamais
será traído pois este mundo sou eu...”
(
A Majestade o Sabiá – Chitãozinho e Xororó)
